Comunicação – tecnologia – cultura – internet
De onde deveria vir pelo menos algum bom exemplo. Vem um freak-show completamente bizarro. Obrigado Fábio e Nizan por protagonizarem mais um entrave que me fez lembrar as discussões dos “donos da bola” nos tempos de minha infância.
Assista o vídeo e tire suas próprias conclusões:
É nessas horas que temos vergonha de dizermos que somos publicitários.
Depois de meses sendo elogiado pela sua campanha, que já virou tema de pesquisa por causa da inovação e do uso das novas (nem tanto) tecnologias, Barack Obama aparece em mais um lugar inovador: o videogame.
Dessa vez, o candidato democrata aparece em um outdoor no jogo Burnout Paradise, da EA Games. Além da propaganda nesse jogo, ele ainda aparece em outros games da produtora, como Nascar 09, NHL 09 e Skate.
As propagandas aparecerão para jogadores de 10 estados americanos, até o dia 6 de Novembro, aproveitando as possibilidades dos anúncios dinâmicos dos jogos, e visando a grande parte dos jogadores dos EUA que, segundo estudo da ESA (Associação de Software de Entretenimento), que tem idade média de 35 anos.
Essa ação é visível, apenas, para jogadores do XBOX 360, console que tem “participado” das eleições este ano. Em agosto, a Fundação Rock the Vote, já tinha começado a usar o console para cadastrar eleitores e fazer pesquisas.
Enquanto isso, aqui no Brasil…
Recentemente, Morgan Freeman foi esculhambado quando sugeriu que houvesse uma mudança na distribuição dos filmes de Hollywood: eles deveriam ser lançados no cinema, DVD e Internet ao mesmo tempo. Muita gente não gostou, mas quebrar essa resistência talvez seja a forma de salvar o cinema americano.
O mercado cinematográfico mudou muito, e o modelo de negócios ainda é o mesmo da época em que o VHS e o Betamax brigavam para ver quem seria o padrão em home video. O filme é lançado no cinema, meses depois vai para as locadoras e anos depois passa na TV. O problema é que os tempos mudaram e hoje não são apenas filmes competindo com filmes. A atenção do público é disputada por várias formas de entretenimento (internet, videogames, etc), sejam novas ou que se tornaram mais acessíveis.
Os públicos também são distintos: há quem prefira ir ao cinema, e há quem prefira alugar um DVD (eu, por exemplo). E muitas vezes as pessoas que assistem filmes em suas casas, o fazem porque não têm acesso ao cinema (seja pelos preços altíssimos ou pela falta de salas de exibição em suas cidades), não por preferência. E muitas vezes a única opção dessas pessoas que também foram tocadas pela publicidade do filme e ficaram ansiosas para vê-lo, têm como única opção baixar da internet ou comprar o DVD pirata.
É preciso uma reformulação na distribuição dos filmes, algo que se adapte aos tempos atuais. Lançar o filme no cinema, internet e DVD ao mesmo tempo pode ser a melhor alternativa para economizar com a publicidade, que não terá que ser repetida no lançamento de cada mídia. Também pode ser a melhor alternativa para combater a pirataria, já que muita gente que não vai ao cinema, deixará de comprar o DVD pirata, para alugar o DVD legal.
O cinema nacional já experimentou isso: Carlos Gerbase lançou o seu último filme, “3Efes”, simultâneamente no cinema, tv, DVD e internet.
As grandes potências do mercado publicitário brasileiro começam a dar os primeiro sinais de que o pior que ainda está por vir, será ainda mais grave devido à sua falta de empenho na lição de casa.
Como em toda percepção de risco, a primeira reação instintiva é a defesa. Ato que, muitas vezes, pode ser feito de maneira impensada ou que talvez desafie a capacidade de raciocínio de um mercado que se julga tão inteligente.
A primeira manifestação pública de grande porte veio por parte da F/Nazca Saatchi & Saatchi, que publicou um anúncio de página inteira nos maiores jornais do Brasi, o que talvez ainda irá lhes render todo o “revés de regalias” de quem dá a cara tapa mas e esquece de caprichar no make.
Veja na íntegra o texto do anúncio, no blog do Fábio Seixas.
É como se um rato olhasse para seu próprio rabo aprisionado por uma ratoeira e, no desespero do momento, tentasse partilhar com seu caçador a idéia de que existe um queijo ainda maior, que poderá ser dividido por todos.
Agências de grandes empresas brasileiras que apostaram erroneamente em manobras cambiais, tendo prejuízos homéricos da noite para o dia sofrem o doloroso e amargo momento da espera por um futuro ainda incerto, gerada pela desesperada suspensão de algumas campanhas e investimentos na publicidade.
Mas, peraí. Para onde vai o BV e, consequentemente, o whiskey das nossas crianças?
Como reagir quando a conta de apenas 1 desses clientes responde por mais de 50% do faturamento total da agência? Não seria hora de rediscutirmos o modelo de negócio onde agarra-se com unhas e dentes o BV e desvalorizam-se as idéias, o planejamento e todo o restante do know-how e o background envolvidos na “transpiração” de uma campanha?
Esse é o impacto negativo da venda de almas e de todo o “oba oba” que se tornou a concorrência pelas contas dos clientes. A gastrite que queima nossos estômagos é consequência de nossa voracidade, inversamente sentida em um momento onde passamos a sentir fome.
Que tal assumirmos nossa parcela de culpa na enfermidade e buscarmos por um remédio realmente eficaz?
E lá vamos nós (não, ninguém irá voar em uma vassoura): mais um vilão apareceu no mundo. O Google Chrome foi alvo do governo alemão, que recomenda o não uso dele.
“O Gabinete de Segurança da informação, alertou os usuários de Internet sobre o novo navegador Chrome. O aplicativo da compania Google não deve ser usado para surfar na internet, como um portavoz do Gabinete disse ao Berliner Zeitung. Foi dito que é problemático o fato de que o Chrome tenha sido distribuido em uma versão avançada inacabada (nota do motorista: como assim? Avançada e inacabada? Espero que eu tenha errado na tradução). Além disso, foi dito que é arriscado o fato que uma empresa acumule dados de vários usuários. Com a sua ferramenta de buscas, serviço de email e o seu novo navegador, o Google agora cobre todas as áreas importantes da internet.”
No final das contas, acabei lendo várias explicações sobre o assunto. Algumas falavam em invasão de privacidade, e eram a maioria. Outras, poucas até agora, falavam sobre o Google querer criar um monopólio. Como está no final do texto acima, caso o Chrome seja amplamente adotado, o Google dominaria a busca, a comunicação e a navegação na internet.
Acho difícil isso acontecer. Não vejo interesse, na maioria das pessoas, em deixar de usar o Internet Explorer que vem junto com o seu Windows. Não acredito que a marca Google seja capaz de superar a preguiça de grande parte dos internautas que só querem ver os seus emails, rir de videos no YouTube e falar por instant messengers.
Agora, é meio paranóico achar que o Google lançou um browser, simplesmente para acumular informações dos usuários. Eles têm o Gmail, Analytics, Trends, e a ferramenta de busca mais usada…
Acho que, na maioria dos casos, as próprias pessoas que reclamam de invasão de privacidade na internet, é que são responsáveis. Quem precisa de perfil no Orkut? Ou no Facebook? Vivemos sem isso, até pouco tempo atrás, e hoje em dia parece essencial. Mas não é.
E é irônico reclamar de uma “conspiração” google, trocando emails através do Gmail.
Quero partilhar uma descoberta. Ainda não é 100% do que eu procurava, e a interface, embora não seja ruim, ainda precisa de uma melhorada. Mas é uma ótima ferramenta de colaboração porque tem dois diferenciais em relação a maioria: editor de textos e é gratuita!
Com o nome de OpenGoo, a ferramenta permite a criação de grupos de colaboração, onde é possível centralizar boa parte do trabalho. Funciona assim: diferente de ferramentas como o Clocking IT, você faz o download do OpenGoo e instala ele no seu servidor. É em PHP, e a instalação é tão fácil quanto a do Wordpress.
A partir daí, você pode criar “workspaces”, que são os equivalentes a projetos dos outros sistemas. Ele possui lembretes, objetivos, calendários, uma parte de bookmarks (que são compartilhados entre os participantes do projeto) e o que é mais incomum para ferramentas desse tipo, ainda mais as gratuítas: um editor de textos e um de apresentações, sim, no estilo Power Point.
Claro que esses dois últimos recursos não são tão avançados quanto o pacote office da Microsoft. Na verdade, não chegam a ser como os editores do Google, mas mesmo assim, é uma boa opção, principalmente para empresas com rede interna, pois sempre ouvi: como é que vou substituir o pacote office da MS por um ‘office online’, do Google ou genérico? E se der uma pane e eu ficar sem internet, um dia?” Ok, está aí a solução: rode o Apache no seu servidor, e instale o OpenGoo. Ele não é cheio de recursos, mas tem todos que a grande maioria das pessoas precisa.
Uma ferramenta para compartilhar o colaborativismo.
Talvez seja demais falar novamente sobre esse assunto, tão pouco tempo após o post sobre design “DeafFriendly“. Mas é engraçado como coisas que estão na tua cara há muito tempo, precisam de um gatilho para fazer parte das tuas percepções.
Temos aquela infelicidade de horário eleitoral gratuíto passando. Como trabalho entre políticos, durante o video, as ferramentas, os recursos e os discursos, consigo ver muitas coisas que a maioria das pessoas não consgue. Mas uma coisa que eu não consigo ver, é o que está escrito nas legendas.
Como os candidatos falam na minha língua primária, a mim ou pessoas “semelhantes”, não são direcionadas aquelas legendas. Elas são direcionadas à pessoas que têm problemas auditivos, o que costuma ser o meu caso apenas quando os professores falam comigo.
Bem, eu queria saber por quê as pessoas que produzem, dirigem e editam esses videos das propagandas políticas, imaginam que surdos têm super-visão? Essa é a única maneira de conseguir ler aquelas legendas. Se alguém me falar que as televisões de 42 polegadas têm se popularizado com a queda dos preços das TVs LCD, eu vou imaginar que essa pessoa é muito irônica.
Esse tipo de coisa, não é apenas um desrespeito, é também uma péssima oportunidade para comunicar proposta e ganhar eleitores em Porto Alegre, uma cidade que não tem um grande favorito em 2008, e pode ser decidida por uma diferença bem pequena.
É também uma atitude que demonstra uma certa incompetência, pois prova que ainda se prioriza o visual ao conteúdo, em um produto várias vezes feito por pessoas que queriam estar fazendo filmes de arte, e fazem isso apenas por dinheiro. Não peço que isso devesse ser, para elas, uma questão ideológica, mas ao menos fossem profissionais o suficiente para perceber que nem os que ouvem, nem os surdos, que é o “público alvo” das legendas, consegue ler aqueles caracteres nanicos, brancos e muitas vezes sem borda ou sombra.
Existe tanta bobagem em lei que fala que a informação política deve chegar à todos, mas eles não dão bola para grupos menores (em quantidade) de eleitores.
A maior prova disso é Don Lafontaine, o dono da voz de mais de cinco mil trailer de filmes norte-americanos. Não por acaso, ele era o locutor mais bem pago do mundo, chegando a cobrar – dizem – 250 mil dólares por trailer.
Nos EUA sua voz também era ouvida em inúmeros comerciais de marcas como General Motors, Ford, McDonald’s e Coca-Cola.
O cara era uma máquina. Costumava gravar de 7 a 10 locuções por dia. Seu estúdio de gravações ficava em sua própria casa, e fora apelida por sua mulher de O buraco (The Hole). Provavelmente por conta das longas horas que ele ficava enfurnado lá.
Por ironia do destino, hoje ele morreu devido a um pneumotórax (acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana que reveste internamente a parede do tórax). Justamente em sua “caixa vocal”.
Uma coisa é certa, os trailers nunca mais serão os mesmos.
Seria Cid Moreira o seu equivalente tupiniquim? Ou o Lombardi?
Estava lendo os meus RSSs, e como sempre, deixo o melhor por último: lá fui eu para o feed do A List Apart.
Sempre pensei na adequação do conteúdo para cegos, por exemplo. Mas para os Surdos, o meu pensamento sempre foi: “Mas se eles lêem, qual a dificuldade?” Existem várias. E alguma inadequações.
Várias pessoas, na internet, escrevem “kd vc?”, por exemplo (o que eu detesto). Para pessoas que ouvem, é fácil perceber a representação fonética: “kadê vecê?”. Nós sabemos como é o som do “nome” das letras. Mas para um Surdo que nunca escutou? Isso não costuma ser viável.
Outra coisa: para muitos Surdos brasileiros (não todos, infelizmente), o português é a segunda linguagem. A primeira é Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). E no geral, como ele não ouve, mesmo que não saiba libras, o surdo sempre terá um referencial mais visual das coisas. Portanto é preciso fazer um design “DeafFriendly“, pois os detalhes farão muita diferença.
Esse design, cujas diretrizes eu não tenho, ainda precisa ser aperfeiçoado. Creio que o OrangeCab não tem um design “DeafFriendly“, assim como a maioria dos sites e blogs. E qual o peso disso? Imagino que para um Surdo, um design seja mais que beleza, organização e equilíbrio. Sua percepção visual mais apurada, necessita de ícones e símbolos com mais significado, que despertem o interesse e prendam a atenção.
Como uma música é usada, muitas vezes, para completar a parte emocional de um texto ou imagem (estática ou em movimento), um Surdo também tem essa necessidade de complementação, que na web, só pode ser feita visualmente. Portanto, é preciso se adaptar.
Conforme a base de internet aumenta no Brasil, aumenta a necessidade de nos preocuparmos com assuntos alheios a nossa rotina.
Com grandes audiências, vêm grandes responsabilidades.
Saiu um novo plugin para o Firefox. Em estágio bem inicial, o Ubiquity é a nova tentativa para tornar a web mais fácil e conectada.
Fiquei sabendo dele através do @bdelfino no Twitter, e resolvi testar. Pensava que seria mais uma daquelas coisas “revolucionárias”, mas que no fim se mostra uma tosqueira gigante. Não é… É bem interessante.
Ele busca facilitar as suas tarefas na web, fazendo com que através do combo control+barra de espaço, você consiga acessar comandos úteis para os serviços executados através do browser. Por exemplo: você não precisará mais abrir o Gmail para mandar o conteúdo de uma página para um de seus contatos. Selecione o que você quer enviar, e digite o comando de email. O Ubiquity usará a sua conta para criar a mensagem.
É possível inserir eventos na Agenda Google, atualizar o Twitter, e mais um montão de coisas. E ainda há a possibilidade para que o usuário crie o seu próprio código, usando as apis que estão por aí.
Para adicionar um comando novo, basta digitar o comando “command-editor”, e começar a digitar. Ele salva tudo automaticamente. Ou você pode copiar o primeiro código que fiz, que adiciona a busca do Viewzi. Para obter o código, clique aqui.
Cada vez mais as facilidades ligadas a preguiça me convencem que Wall-E é uma premonição…
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