As grandes potências do mercado publicitário brasileiro começam a dar os primeiro sinais de que o pior que ainda está por vir, será ainda mais grave devido à sua falta de empenho na lição de casa.

Como em toda percepção de risco, a primeira reação instintiva é a defesa. Ato que, muitas vezes, pode ser feito de maneira impensada ou que talvez desafie a capacidade de raciocínio de um mercado que se julga tão inteligente.

A primeira manifestação pública de grande porte veio por parte da F/Nazca Saatchi & Saatchi, que publicou um anúncio de página inteira nos maiores jornais do Brasi, o que talvez ainda irá lhes render todo o “revés de regalias” de quem dá a cara tapa mas e esquece de caprichar no make.

Veja na íntegra o texto do anúncio, no blog do Fábio Seixas.

É como se um rato olhasse para seu próprio rabo aprisionado por uma ratoeira e, no desespero do momento, tentasse partilhar com seu caçador a idéia de que existe um queijo ainda maior, que poderá ser dividido por todos.

Agências de grandes empresas brasileiras que apostaram erroneamente em manobras cambiais, tendo prejuízos homéricos da noite para o dia sofrem o doloroso e amargo momento da espera por um futuro ainda incerto, gerada pela desesperada suspensão de algumas campanhas e investimentos na publicidade.

Mas, peraí. Para onde vai o BV e, consequentemente, o whiskey das nossas crianças?

Como reagir quando a conta de apenas 1 desses clientes responde por mais de 50% do faturamento total da agência? Não seria hora de rediscutirmos o modelo de negócio onde agarra-se com unhas e dentes o BV e desvalorizam-se as idéias, o planejamento e todo o restante do know-how e o background envolvidos na “transpiração” de uma campanha?

Esse é o impacto negativo da venda de almas e de todo o “oba oba” que se tornou a concorrência pelas contas dos clientes. A gastrite que queima nossos estômagos é consequência de nossa voracidade, inversamente sentida em um momento onde passamos a sentir fome.

Que tal assumirmos nossa parcela de culpa na enfermidade e buscarmos por um remédio realmente eficaz?

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